Parceiro na vida corporativa

. 24 de enero de 2017

Por Eliana Dutra

Mudança, essa é a palavra de ordem no mundo moderno. Seja no campo profissional, com as alterações constantes de processos e novas informações, seja no âmbito pessoal com as inúmeras adaptações que temos que fazer diariamente na nossa rotina para dar conta de todas as tarefas em apenas 24 horas. As dificuldades em se adaptar às mudanças no dia a dia do trabalho, de equipe etc são ainda mais agravadas em um período de crise político-econômica como o que estamos vivenciando atualmente. Isso porque cortar gastos, mantendo a exigência pelo aumento de produtividade e cumprimento das metas, além de motivar a equipe e promover o engajamento é uma equação difícil de solucionar. Neste momento, muitos CEOs se veem perdidos ou “erram a mão”, tornando-se extremamente autoritários ou complacentes demais.

Como todos sabem, extremos não são bons. Para sair desse impasse é preciso, primeiramente, humildade para reconhecer que precisa de ajuda e desistir dá máxima “sou mais eu”. Isso significa admitir que é um ser humano e que também comete erros.  Essa postura é vista com bons olhos tanto pelos acionistas da corporação quanto facilmente percebida e valorizada pela equipe que, na maioria dos casos, considera esse comportamento como nobre, sendo um motivo a mais para apoiar o líder nas modificações necessárias.

 
A partir daí, o ideal é investir em ferramentas que auxilie o líder no comando dos colaboradores durante esse processo, como por exemplo, um mentor ou até mesmo um coaching. No primeiro, o principal benefício é poder contar com conselhos de um profissional mais sênior que já tenha vivenciado situação similar. O objetivo com ele é verificar quais sugestões pode aplicar no seu dia a dia. Já com o coach, o líder ganhará um “parceiro” na vida corporativa que o auxiliará na ampliação do autoconhecimento, através da reflexão de quais atitudes são positivas, quais necessitam ser aprimoradas ou até mesmo modificadas para que o seu trabalho seja mais produtivo bem como o relacionamento com sua equipe. Nesse processo de coaching, o intuito é que esse executivo avance mais um degrau e se torne um Gestor Coach, estimulando cada membro da equipe no que diz respeito aos seus valores, habilidades e competências que necessitam de upgrade. E isso é estimulado através de perguntas abertas para reflexão e não com soluções prontas. Isso porque, ao dar uma solução a um problema, o líder impede que o colaborador inove e se sinta desafiado.

Uma vez adotado esse modelo de liderança, é notória a redução do gasto com treinamentos, pois o Gestor Coach tem a característica de multiplicar suas habilidades por diversos colaboradores ao longo de um ano. A sua presença alinha as metas e valores pessoais da equipe com as metas e objetivos da organização, além de fazer com que ele se destaque ainda mais dentro da corporação. Afinal, em tempos de constantes transformações, o líder que não muda, não se adapta e, consequentemente, fica obsoleto.

Eliana Dutra
CEO da Pro-Fit e Primeira Master Coach Certified pela ICF da América do Sul

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