Adeus, para sempre!

. 27 de diciembre de 2017

Por Eliana Dutra

Com as atuais e cada vez mais instantâneas mudanças tecnológicas, o mercado de trabalho passa a demandar maior eficácia e competência dos profissionais e a selecionar com maior rigor quem fica e quem é desembarcado. Com a crise econômica, no Brasil, este rigor vai além da “gordura” e as organizações usam formas diferentes para demitir.

Quando a economia começa a reaquecer, muitos líderes ficam tentados a recontratar um antigo funcionário como forma de preencher alguma vaga e atingir novas metas de produtividade. Mas, será que essa é a melhor solução? Já adianto para vocês que não! Vamos analisar caso a caso.

Primeiro, recontratar um colaborador que foi demitido por comportamento inadequado ou falta de competência, passa uma imagem ruim para o restante da equipe, mostrando que aquele ponto que foi causa da demissão não é tão importante, seja produtividade ou comportamento. Enfim, para a equipe fica a sensação de: “Vale tudo, então porque eu vou me esforçar?”

Segundo, recontratar um funcionário demitido por redução de custo ou reestruturação da empresa pode ser arriscado porque mesmo que tenha sido tratado com dignidade e respeito ele pode estar com raiva da companhia ou do chefe e só retorne por se sentir sem opção, mas venha com um sentimento de rancor por causa da demissão anterior. Tal sentimento pode, inclusive, ser intensificado pelo tempo em que ele ficou afastado, afetando assim os seus relacionamentos. Para conseguir prevenir isso, o ideal é agendar uma conversa durante um almoço ou um café, apurando junto ao profissional o que ele tem feito, como está lidando com o sentimento de rejeição, o que ele acha de retornar para a empresa em um determinado cenário etc.

Com perguntas abertas e ouvindo, é possível perceber os sinais, ou seja, se o profissional em questão está aberto à nova oportunidade ou na defensiva e, principalmente, como ele lidou com o rompimento com a empresa e se já passou por todos os estágios da recuperação da perda, como definem os escritores Harold Bloomfield, Peter Mcwilliams e MelvaCogrove. São eles: choque/ negação/topor; medo/raiva/depressão e compreensão/aceitação/mudança.

Então, se realmente perceber que há compreensão e não rancor e optar por recontratar esse funcionário, a segunda precaução que se teve ter é estruturar esse processo e comunicá-lo de forma clara ao restante da equipe para evitar ruídos e até mesmo ciúmes.

Assim, em vez de voltar ao passado e se “agarrar” a um ex-empregado que, teoricamente, já conhece a cultura da empresa, dê adeus para sempre àqueles que de fato não vão contribuir e invista em um novo colaborador que traga inovação, ideias e pense fora da caixa! Não tenha medo do novo, ele pode te surpreender.

 

Eliana Dutra
CEO da ProFitCoach e Master Coach Certified pela ICF

Uso de cookies

Este sitio web utiliza cookies para que usted tenga la mejor experiencia de usuario. Si continúa navegando está dando su consentimiento para la aceptación de las mencionadas cookies y la aceptación de nuestra política de cookies, pinche el enlace para mayor información.plugin cookies